2019 – Ano de turbulência

Escrito por Rodolfo Queirós

O que esperar de 2019?
O que podemos esperar (e devemos recear) de 2019? O INTERIOR voltou a desafiar personalidades, autarcas, políticos e jornalistas a partilhar a sua opinião sobre o novo ano, bem como as suas aspirações, preocupações e anseios. Nesta edição publicamos mais um conjunto de contributos, mas há mais para ler nas próximas semanas.

O ano que se inicia será marcado por vários acontecimentos dos quais se destacam as eleições europeias e as legislativas em Portugal.
Nas primeiras, os maiores receios vão para o acentuar das forças de extrema direita que estão a crescer de uma forma muito perigosa e poderão a médio prazo pôr em causa o próprio projeto europeu.
Os cidadãos terão de refletir e participar nestas eleições dando um sinal para onde querem ir! Não podemos colocar, como muitas vezes fazemos, a “culpa” sempre nos outros. Compete a cada um de nós fazer e exercer os seus direitos, enquanto cidadãos deste fantástico espaço que é a Europa.
O Brexit, a concretizar-se, creio que não será benéfico nem para a Grã-Bretanha nem para a Europa. Os cidadãos deste país, segundo as mais recentes sondagens, manifestam a sua vontade de permanecerem na UE. Esta realidade vem, mais uma vez, demonstrar a importância da participação das pessoas nos referendos ou eleições.
A guerra comercial China/EUA será certamente muito negativa para o mundo e em particular para economias periféricas, como é o caso da nossa.
Por cá, o ano será marcado por eleições legislativas e será certamente um ano de muitas greves (o que acaba por ser normal nestes períodos pré-eleitorais). A recente medida da descida das portagens nas ex-SCUT e a concretização dos projetos ferroviários são certamente medidas importantíssimas para a nossa região, mas são uma “aspirina” para os problemas de despovoamento gravíssimo do interior. Seria oportuno que os diferentes partidos fizessem um acordo alargado de forma a concretizar algumas medidas concretas e especificas para atalhar esta situação.
Sugiro algumas. Assumir o interior do país como uma região atrativa para estudar, com mais cursos de qualidade, com propinas mais baixas e mais oferta de alojamentos sociais. Dotar os Hospitais de Castelo Branco, Covilhã e Guarda das valências para serem hospitais universitários, com mais especialidades e melhores condições. Ter uma verdadeira política fiscal que não discrimine o Interior, as empresas e os cidadãos.
A nível regional, é necessária mais “concertação” na promoção dos eventos que existem nos concelhos da Beira Interior para que desta forma a atratividade turística seja potenciada para proporcionar a quem nos visita uma oferta de eventos que permita prolongar as estadias na região. Criar uma “Agenda de Eventos Regional” que proporcionasse uma consulta fácil dos eventos da região, talvez ao nível da CIM isso possa ser viável.
Um desejo: Gostaria que cada um de nós fosse um embaixador da nossa fantástica região, ajudando a potenciar a nossa economia e a mostrar o nosso enorme potencial.
Bom Ano a TODOS

* Presidente da CVRBI – Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior

Sobre o autor

Rodolfo Queirós

Deixar uma resposta