Cultura

Almeida acolhe primeiro concerto pós-pandemia da Orquestra Sem Fronteiras

Escrito por Pedro Duarte

Um concerto em Almeida e outro em Belmonte constam da temporada Outono-Inverno da Orquestra Sem Fronteiras (OSF), dirigida pelo maestro Martim Sousa Tavares.

A vila raiana fortificada vai acolher o ensemble de metais no dia 3 de outubro (21 horas), nos claustros do convento, no âmbito do evento “Almeida, 1843” do ciclo “12 em Rede – Aldeias em Festa” para interpretar um repertório que inclui música de Beethoven, Humperdinck, Dvořák, Rimsky-Korsakov, Janáček e J. Gaspar, este último em estreia mundial. Com direção de João Gaspar e comentários de António Victorino d’Almeida, o recital – o primeiro do pós-pandemia – terá transmissão streaming em direto. Já no dia 13 de dezembro, no âmbito da Festa das Luzes, a OSF vai evocar o «espírito humanista» da família Mendelssohn com uma palestra por Alejandro Reyes Lucero e um concerto do ensemble de sopros que interpretará obras de Felix Mendelssohn, transcritas e orquestradas por Tiago Derriça, e de Fanny Mendelssohn, transcritas e orquestradas por Sara Marita. O recital está programado para o auditório da Misericórdia local e terá entrada livre, sujeita à limitação da sala.

Nesta temporada o destaque vai para a criação de um programa de incubação e empreendedorismo, denominado “Terra a Terra”, para «capacitar jovens músicos que queiram alavancar projetos sociais e comunitários no interior do país». Está também previsto, entre outras atividades, o lançamento de um programa de acolhimento de agrupamentos de música de câmara em residência e a produção de um “podcast” mensal que contará com os contributos de personalidades do mundo da música, das artes e da cultura – o primeiro estará disponível esta quinta-feira.

Desde março de 2019, quando se estreou em Idanha-a-Nova, onde está sediada, a OSF tocou concertos gratuitos para mais de 7.000 espetadores em 32 localidades e distribuiu 235 bolsas de estudo a jovens músicos.

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Pedro Duarte

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