Cara a Cara

«O candidato à Câmara da Guarda será a pessoa que estiver em melhores condições para que o projeto político do PSD não seja quebrado»

Escrito por Sofia Craveiro

Entrevista a Sérgio Costa, Presidente eleito da Concelhia PSD Guarda

P – Qual é a sua prioridade neste mandato?

R – No passado sábado decidiu-se uma parte da história da Guarda e do PSD. Queremos assegurar que o projeto político que a Guarda escolheu, iniciado em 2013 e reforçado em 2017, não seja interrompido e tenha continuidade com as eleições autárquicas de 2021. Para isso, o PSD tem de estar altamente mobilizado e unido em torno deste mesmo objetivo. Mas o PSD da Guarda não pode, e não deve, preocupar-se apenas com a Câmara Municipal. Os guardenses estão preocupados com a situação da ULS e a falta crónica de profissionais nos últimos anos e consequente degradação da prestação dos cuidados de saúde. O PS está em vias de tornar a nomeação do Conselho de Administração num verdadeiro folhetim. O PS fez promessas à Guarda que não cumpriu e que teima em não cumprir. Exemplo disso é a instalação na Guarda dos vários serviços desconcentrados do Estado, anunciados em plena campanha para as legislativas, mas, a julgar pelo atraso das mesmas, mais parecem promessas próprias de campanha eleitoral, feitas apenas para aumentar as suas votações à custa da mentira aos guardenses. Os cidadãos querem emprego, criação de riqueza e melhor qualidade de vida. Sentimos a preocupação diária dos nossos comerciantes e empresários. Somos testemunha da sua luta em levar a bom porto os seus negócios e queremos que sejam bem-sucedidos, mas vemos a sua apreensão com a escassez de clientes que os aflige. Quero ser um presidente próximo dos guardenses e continuar a ouvir as suas preocupações e anseios, como sempre o fiz. Quero ser o seu porta-voz e defender as suas causas. Quero lutar pela Guarda. Os guardenses merecem e queremos ajudar nessa grande causa que é a defesa da Guarda.

P – O que pode esperar o presidente da Câmara do líder concelhio?

R – Muito trabalho, respeito institucional e uma experiência adquirida ao longo de sete anos, que será colocada ao serviço de todos. Todos temos de ajudar a alavancar uma grande mobilização para as eleições autárquicas de 2021. Trabalharemos com todos e para todos. Todos temos de dar as mãos, agregando militantes, simpatizantes, autarcas eleitos e o cidadão comum. O nosso grande inimigo é o atraso do desenvolvimento da Guarda e é isso que todos temos de ajudar a combater.

P – E o que espera o líder concelhio do autarca da Guarda?

R – Respeito pelas estruturas do partido e o apoio à continuidade da execução do programa eleitoral que foi sufragado maioritariamente em 2017.

P – A sua eleição para a concelhia é uma derrota para Carlos Chaves Monteiro?

R – Como sempre disse, as lutas eleitorais terminam no dia das eleições. A única coisa que posso acrescentar foi o que todos constatámos, que durante toda a tarde do dia das eleições, o presidente da Câmara esteve sempre à porta da sede do partido e sempre junto da candidatura de Júlio Santos.

P – Qual é a sua posição sobre a polémica entre Carlos Chaves Monteiro e Cidália Valbom?

R – Muito se tem falado na comunicação social sobre o cancelamento da Assembleia Municipal por parte do senhor presidente da Câmara Municipal da Guarda. Porque já muito se falou e por muitas pessoas – talvez até demais, considero que esse assunto deve ser tratado pelos órgãos próprios e no local próprio, a bem do bom funcionamento legal e da boa imagem pública dos órgãos legalmente constituídos. Os tempos aconselham ponderação, calma, serenidade e discernimento. Enquanto militante do PSD há quase 25 anos, vereador eleito da Câmara Municipal há quase sete anos e agora presidente da concelhia do PSD, considero ter uma responsabilidade acrescida na gestão deste episódio, pelo que da minha parte terão sempre a vontade da conjugação de todos os esforços para ajudar a dirimir com elevação e respeito por todos toda a situação a que assistimos.

P – Que conselhos tem recebido de Álvaro Amaro?

R – Ao longo de seis anos aprendi muito com Álvaro Amaro e estou grato por isso, pois na política também temos de ser gratos. É claro que. num processo de aprendizagem, há sempre coisas mais positivas e menos positivas, mas o saldo final é que interessa e foi francamente positivo.

P – Apoia a recandidatura de Chaves Monteiro à Câmara da Guarda? Assume poder ser o candidato? Qual é o perfil do candidato que apoiará?

R – Tal como sempre disse, este não é o tempo para falar do candidato à Câmara da Guarda, nem de nenhuma outra do país. Esse processo será decidido, tal como assisto no meu partido há cerca de 25 anos, após a articulação entre as várias estruturas do PSD: concelhia, distrital e nacional. Será a pessoa que estiver em melhores condições para que este projeto político não seja quebrado. Este processo não deve ser pessoalizado e quero ser também aqui coerente, tal como sempre fui, que é um bem essencial na política.

 

 

Perfil de Sérgio Costa

Presidente eleito da concelhia da Guarda do PSD

Idade: 44 anos

Naturalidade: Peso da Régua

Profissão: Eng. Mecânico

Currículo (resumido): Licenciatura em Eng. Mecânica pelo Instituto Politécnico da Guarda;Pós-graduação em Sistemas Públicos de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais; Técnico superior na Empresa Águas do Vale do Tejo, do Grupo Águas de Portugal; e vereador da Câmara Municipal da Guarda.

Livro preferido: Bíblia

Filme preferido: “Ben-Hur”

Hobbies: Agricultura familiar, pedestrianismo, viajar, passear ao longo das linhas de água com familiares e amigos.

Sobre o autor

Sofia Craveiro

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