Cara a Cara

«A praxe começou quando o Governo iniciou o levantamento das restrições e, com muito bom senso à mistura, as coisas acabaram por correr bem»

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Escrito por Efigénia Marques

P – Como é ser uma mulher à frente de um órgão de praxe? R – Para mim foi um desafio, não por ser mulher, mas pelas condições atípicas pelas quais estamos a passar e por todos os ajustes que foi preciso fazer.

P – Como está a correr a praxe este ano na UBI? R – É uma pergunta com uma resposta complicada porque, como no ano passado, não houve praxe. Este ano estamos a praxar dois anos em apenas um. Para além disso, ainda temos a questão da pandemia da Covid-19, em que tivemos de adaptar quase tudo. No entanto, e de uma forma geral, está a correr bem.

P – Como foi a adaptação da praxe à pandemia? R – No início foi um desafio para todos. A praxe começou quando o Governo iniciou o levantamento das restrições, contudo, e com muito bom senso à mistura, acho que as coisas acabaram por correr bem. Acima de tudo, a principal preocupação é a saúde de toda a gente.

P – Nota que os caloiros estão mais ou menos recetivos em relação a outros anos? R – Há um pouco de tudo… depois de quase dois anos fechados em casa a ter aulas online, é normal que eles tenham muito mais dúvidas e receios, principalmente quando se está num ambiente novo.

P – Como foi recebida a diretiva de não poder haver latada, mas poder fazer-se o resto das atividades praxísticas? R – Não muito bem. O nosso principal objetivo sempre foi a saúde e o bem-estar da comunidade ubiana. Já para não falar de que há decisões que não passam só por nós e estamos dependentes de outras entidades. Se não é possível garantir o bem-estar de caloiros, superiores e espetadores num dia de folia, a atividade deixa de ter condições para ser realizada. As outras atividades praxísticas são restritas ao curso ou a grupos de praxe, o que permite a sua limitação. Além disso, há cuidados que, numa latada normal, seriam impossíveis de ter.

P – Tendo em conta a imagem da praxe muitas das vezes, considera que esta seja uma atividade em vias de extinção ou que está para durar? R – Sem dúvida que há muito para fazer para que ela não acabe. No entanto, na minha opinião a tradição deve acompanhar as novas realidades para não cair em desuso.  

RAQUEL RODRIGUES

Imperatorum na Universidade da Beira Interior

Idade: 30 anos

Naturalidade: Viseu

Currículo (resumido):Na UBI fez parte de uma júnior empresa chamada “Happy Wish”, cujo principal objetivo é realizar sonhos a quem tem mais dificuldades, sejam crianças, jovens ou idosos); O seu primeiro trabalho «a sério» foi num “call center”.

Filme preferido: Não tenho. Depende sempre do estado de espírito e da época do ano. Livro preferido: Acho que ainda não o encontrei, mas gosto muito da saga do Harry Potter, da J.K. Rowling. Neste momento recomendo “Num Instante, Tudo Muda”, de Suzanne Redfearn; “A Paciente Silenciosa”, de Alex Michaelides; “O Segredo do Meu Marido”, de Liane Moriarty; e “Um Homem Chamado Ove”, de Fredrick Backamn

Hobbies: Cozinhar, ler, fazer maratonas de séries/filmes e tomar um café com amigos.

Sobre o autor

Efigénia Marques

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