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Um descalabro

Aguiar da Beira goleado em Mangualde por 6-1

Não me vou alongar mais do que tem sido costume, embora muito houvesse para escrever sobre o que se passou no Estádio Municipal de Mangualde, onde a equipa local recebeu o Aguiar da Beira. E vou ser breve porque a história resume-se àquilo que o Aguiar da Beira não jogou. Foi uma equipa completamente irreconhecível. A defesa não existiu, o meio campo não esteve lá e os avançados estiveram completamente inoperantes.

Fica a ideia que, à partida, a equipa de Aguiar se deslocou a Mangualde com a convicção de que seria tudo facilidades, pois a classificação dos caseiros era muito idêntica, já que ocupavam o penúltimo lugar da tabela. Como o Mangualde atravessa um mau momento, em termos futebolísticos e directivos, o Aguiar da Beira entrou demasiado confiante no jogo, só que as coisas saíram completamente furadas. De facto, o Mangualde não tem uma grande equipa de futebol e estaria ao alcance do Aguiar não fosse o péssimo empenho que a equipa de Totá mostrou durante todo o jogo. O resultado ficou à vista numa goleada, de 6 golos contra 1. É demasiado, senão mesmo escandaloso. Quatro dos golos foram feitos pelo lado direito do ataque da equipa visitada e com as maiores das facilidades. Um deles foi um erro do guarda-redes Patrício, que largou a bola, para Paulo Mota, sem oposição, rematar para o golo. Os restantes surgiram com naturalidade, um na marcação de uma grande penalidade, aos 72’, que curiosamente foi executada pelo guarda-redes Manuel Fernandes. Na nossa opinião, a penalidade foi mal assinalada, pois não vimos qualquer irregularidade no lance.

Em contrapartida, o árbitro Carlos Oliveira, vindo de Aveiro, não marcou falta cometida dentro da grande área sobre Patoilo, aos 71’, que acabou por ver o cartão amarelo. O golo de honra do Aguiar foi marcado já em tempo de compensação, aos 92’, por Tino a corresponder de cabeça à marcação de um canto. Foram “só” seis golos sofridos neste encontro, mas poderiam ter sido mais, pois Patrício ainda fez algumas boas defesas. A continuarem assim, os atletas do Aguiar podem “arrumar as botas”. Que sirva de lição o que se passou domingo. É preciso que joguem futebol, marquem golos e deixem alguns problemas, caso eles existam, fora das quatro linhas, porque o objectivo pedido é fazer o melhor possível dentro do campo e tentar obter os melhores resultados. É certo que a sorte não tem favorecido a equipa, mas, por vezes, ela tem que ser procurada. A equipa de arbitragem não esteve bem pelos motivos atrás descritos.

Pedro Sousa

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