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UBIMedical pronto para entrar em funcionamento

UBI investe cerca de cinco milhões de euros para estabelecer uma ponte entre a universidade e o mercado de trabalho

Com cerca de dois mil metros quadrados, o UBIMedical, um centro de competência e excelência vocacionado para a qualidade de vida e saúde, «encontra-se pronto a funcionar», considera o vice-reitor da UBI Mário Raposo. Trata-se do maior centro de investigação e desenvolvimento tecnológico e de incubação de projetos empresariais com transferência de tecnologia da região.

Segundo aquele responsável, «estão agora a instalar-se os primeiros laboratórios, que podem entrar em funcionamento quando quiserem». Os primeiros inquilinos são laboratórios já com garantias de financiamento e depois destes a UBI espera conseguir atrair «a instalação de “start-ups” e “spin-offs” na área do desenvolvimento de novos produtos/soluções/serviços de alta tecnologia, aceleradoras de inovação e empresas âncora da área da saúde». Ainda não se sabe ao certo quantos investigadores vão trabalhar nestas novas instalações, situadas junto ao Hospital Pêro da Covilhã e à Faculdade de Ciências da Saúde, mas o vice-reitor para a área Financeira e Projetos explica que esse número vai depender «da dinâmica de cada de laboratório». A primeira “spin-off” a entrar em funcionamento é o LABFIT, que desenvolve produtos inovadores para o controlo sintomatológico de afeções mucocutâneas e prestação de serviços de investigação e controlo de qualidade para a indústria cosmética e farmacêutica.

Para já as principais áreas em exploração são a fármaco-toxicologia, a avaliação de resíduos hospitalares, saúde, estudos de efeitos de exposição ao radão, biossensores e telecuidados de saúde, fisiopatologia, análise de movimento 3D, neuropsicologia, optometria/oftalmologia, adianta a UBI em comunicado. O UBIMedical resulta de um investimento superior a cinco milhões de euros, financiados por fundos comunitários, e foi criado com o objetivo de «agilizar a transferência de conhecimento na busca de novas tecnologias, permitindo às empresas desenvolver a investigação e os testes laboratoriais necessários à efetiva comercialização de novos produtos». Mário Raposo considera que «se perde muito conhecimento entre a universidade e as empresas», pelo que espera que o UBIMedical permita que «o conhecimento desenvolvido pelas universidades chegue ao mercado».

Com este centro de investigação, a UBI acredita que vai contribuir para «enriquecer o “cluster” da saúde em Portugal». Nesse sentido, o UBIMedical vai formar um triângulo com a Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) e o Centro Hospitalar da Cova da Beira, mas espera também ser útil para os Hospitais da Guarda e Castelo Branco na partilha de conhecimento.

Ana Eugénia Inácio UBIMedical vai apoiar Faculdade de Ciências da Saúde e hospitais da região

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