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UBI quer ser a escolha de jovens «além-mar»

No 30º aniversário da Universidade da Beira Interior, o reitor António Fidalgo falou numa instituição «consolidada e forte» que quer aumentar para um terço os alunos estrangeiros

A 30 de abril de 1986, há exatamente 30 anos, o Instituto Universitário da Beira Interior dava lugar à Universidade da Beira Interior (UBI). Mas a história da instituição começou antes, em 1974, como Instituto Politécnico da Covilhã. Foi recordando o passado, com «orgulho no presente» e já de olhos postos no futuro, que o reitor da UBI discursou na sessão solene comemorativa do 30º aniversário.

«O resultado dessa história está à vista de todos: temos uma universidade consolidada, forte, com a oferta mais robusta de todas as universidades do arco do interior», disse António Fidalgo no sábado. O responsável acrescentou que a UBI é também a universidade «com a maior racionalização de meios e menores custos», ao mesmo tempo que têm «a maior internacionalização». «Continuar o que foi feito e se faz, melhorar, e projetar a universidade para mais trinta anos» é já um objetivo traçado pelo reitor, que também quer fazer da UBI uma «universidade ainda mais cosmopolita». Para isso, António Fidalgo quer colocar a instituição na rota de estudantes brasileiros, angolanos, cabo-verdianos, moçambicanos e são-tomenses «e de outros jovens de além-mar que ambicionam uma formação superior de inquestionável qualidade».

Atualmente, a Covilhã e a UBI são a casa de 639 estudantes estrangeiros, mas o dirigente quer crescer ainda mais assumindo o objetivo de atingir «entre um quarto a um terço de alunos estrangeiros» para compensar o decréscimo de estudantes portugueses. Para alcançar as metas definidas a UBI vai ter de fazer ajustes a nível do apoio social, nomeadamente nas residências, onde a intenção é avançar com apartamentos T0 e T1 para albergar estudantes e também famílias. Um desafio que, a ser alcançado, «não será apenas importante para a universidade, mas para toda a região», disse. Tornar a UBI «numa universidade global» é, por isso, o grande desafio de António Fidalgo, que dedicou parte do seu discurso a José Mendes Lucas, um dos primeiros alunos do IPC e o primeiro licenciado da IUBI, que «corporiza a tenacidade, o querer, a resiliência e a serenidade da nossa UBI».

Já a presidente da Associação Académica recordou, com humor, a criação da UBI «como um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade», tornando-se um «desafio à interioridade». Na sua intervenção, Francisca Castelo Branco desafiou a reitoria a reduzir as propinas por considerar que isso tornaria a universidade «mais atrativa para novos alunos e apoiaria os atuais». Seria mais uma vez a UBI a marcar «pela diferença», numa decisão pioneira entre as instituições de ensino superior portuguesas. «Vamos fazer a diferença e dar uma lição à história», disse a dirigente. Francisca Castelo Branco aproveitou ainda para lembrar a importâncias das bolsas “+ Superior” – a UBI foi a instituição com maior taxa de adesão – mas lamentou que as mesmas ainda não tenham sido pagas. O prazo terminava a 30 de abril.

Ana Eugénia Inácio UBI nasceu a 30 de abril de 1986, substituindo o IUBI e o IPC

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