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Santos Silva quer «clareza» na Lei do Financiamento das Universidades

Reitor da UBI reclamou o adiantamento das verbas para a Faculdade de Medicina

O reitor Santos Silva apelou no último sábado para que o Governo clarifique a Lei do Financiamento das universidades públicas de forma a que todos saibam «quanto recebeu cada instituição e porquê».

O pedido foi dirigido ao secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Filipe Baptista, que marcou presença nas comemorações do 19º aniversário da Universidade da Beira Interior em representação de José Sócrates. Para Santos Silva, é fundamental que o financiamento das instituições «seja claro e simples», para que possa haver também uma «discriminação positiva quando uma universidade necessita de um apoio concreto, por exemplo, para o desenvolvimento de um modelo pedagógico ou um laboratório de investigação». Isto porque, argumentou o reitor, o Orçamento de Estado transferido este ano para a UBI «é inferior ao de 2003», apesar de ter sido a «única universidade que continuou a crescer em número de alunos» passando de 4.808 alunos em 2002/2003 para 5.017 em 2003/2004. Santos Silva referiu ainda a necessidade de desbloquear as verbas em PIDDAC e no POCI relativas à Faculdade de Medicina, cujo edifício ficará construído no Verão. A ideia é permitir à UBI a instalação do equipamento, mas recordou a propósito que o Centro de Investigação em Ciências da Saúde «ainda não beneficiou de financiamento específico para os equipamentos mais dispendiosos, conforme está previsto no contrato de desenvolvimento da Faculdade».

Para colmatar estes atrasos, a universidade tem recorrido a receitas próprias, «o que origina uma perda de cerca de 2,8 milhões de euros» adiantadas na aquisição dos terrenos. «A Universidade da Beira Interior viu-se assim privada de poder fazer frente a vários investimentos previstos pelo não reembolso das receitas próprias», revelou, esperando que o Governo possa «corrigir minimamente esta anomalia».

A construção de uma residência estudantil junto à Faculdade de Medicina, a criação de uma cantina central para abastecer as unidades alimentares e a construção de um novo pólo de artes e letras, bem como uma cantina, para o pólo Ernesto Cruz foram alguns dos pedidos relembrados ao Secretário de Estado e que integram há anos o plano de desenvolvimento da instituição. Sem entrar em pormenores – por não ser da sua tutela –, Filipe Baptista garantiu apenas que o Governo dará «o apoio necessário para a manutenção destas instituições», até porque se enquadra no projecto tecnológico e de inovação que se quer implementar.

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