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Reações das autarquias

O INTERIOR contactou Carlos Pinto, presidente da Câmara da Covilhã, a propósito dos números do Anuário e o facto de ser a autarquia com a maior dívida da região, mas o autarca remeteu uma posição para um comunicado do Serviço de Comunicação e Relações Públicas que não aborda aquele item. O documento refere que o quinto lugar nos municípios com maior diminuição do passivo exigível em 2010 resulta de «uma gestão equilibrada e rigorosa», uma tendência que se «manteve em 2011 com uma diminuição do passivo exigível de 4,4 milhões de euros e até fevereiro verificou-se já uma diminuição de 725 mil euros. Já em relação à dívida líquida por habitante, a autarquia covilhanense realça que no final de fevereiro deste ano, o valor era de «18,93 euros por habitante». De resto, constata que, «para que cada covilhanense não necessitasse de desembolsar qualquer valor seria suficiente que as transferências do Orçamento de Estado fossem proporcionais ao número de habitantes em relação aos municípios vizinhos de igual dimensão».

Por seu turno, o autarca de Aguiar da Beira explica o primeiro lugar nos municípios com menor índice de dívidas a fornecedores relativamente às receitas do ano anterior com o rápido pagamento das faturas. Fernando Andrade revela que «a fatura é-me apresentada e eu dou ordem para pagar. O tempo que demora é o do processamento nos serviços. Muitas das faturas apresentadas são pagas no próprio dia», disse. O edil sustenta que o município com esta política de pagar atempadamente, uma vez que considera que «quem fornece ou quem trabalha para o município vê como é que ele paga e, em função disso, assim faz o preço», salienta. Já Gustavo Duarte, presidente da Câmara de Foz Côa mostrou-se satisfeito com o primeiro lugar da Foz Coainvest em termos dos melhores resultados económicos, explicando que a empresa municipal «neste momento nem sequer tem pessoal», uma vez que tem «uma participação de 56 por cento, numa empresa chamada Ribeira Teja que se dedica exclusivamente à produção de energia elétrica de uma mini-hídrica». Para os bons resultados, o autarca adianta que também contribui o facto de ser ele próprio o presidente do Conselho de Administração e «não pagamos salários». O INTERIOR também quis conhecer a posição da Câmara da Guarda sobre o Anuário, mas esta não não respondeu em tempo útil, e tentou, em vão, contactar o presidente do município de Fornos de Algodres.

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