Arquivo

Qualidade é a imagem de marca das Termas do Cró

Entre as freguesias da Rapoula do Côa e Seixo do Côa, a 15 quilómetros do Sabugal, localiza-se o complexo termal do Cró. A primeira referência aos efeitos curativos das suas águas data de 1726, tendo o primeiro balneário sido construído em 1935.

O município do Sabugal adquiriu o complexo em 1980 e há cerca de dez anos iniciou a construção de um parque termal com piscinas e campos de jogos. As obras, orçadas em 4,5 milhões de euros, foram concluídas no ano passado, dotando as Termas do Cró de amplas e modernas instalações, com valências de termalismo, SPA e fisioterapia e uma capacidade para atender cerca de 800 pessoas por dia. Em agosto deste ano, a exploração comercial e turística do complexo foi concessionada pela autarquia à empresa Natura Empreendimentos S.A. Paulo Amaral, diretor das Termas do Cró, destaca a «longa história» daquele balneário e a «fama terapêutica» das suas águas e considera que as novas instalações, com «equipamentos de vanguarda e recursos humanos qualificados», permitem oferecer «um serviço de melhor qualidade» aos utentes, «sendo essa qualidade a nossa imagem de marca», sublinha.

O responsável diz-se «satisfeito» com o decurso do ano termal e a afluência registada até ao momento. «Ainda não chegámos ao final da época termal, pelo que não é possível fazer um balanço exato, mas temos registado uma boa frequência», afirma o diretor das Termas do Cró. Segundo Paulo Amaral, o número de aquistas «mantêm-se estável relativamente ao ano passado, que foi o nosso ano zero». Recorde-se que em 2011 as Termas do Cró foram as segundas com mais utentes em todo o país, de acordo com os dados da Associação das Termas de Portugal (ATP), com cerca de 9.500 aquistas. Já no termalismo de bem-estar e lazer, a estância sabugalense ocupou mesmo o primeiro lugar, com aproximadamente 8.400 clientes.

Paulo Amaral refere que o termalismo clássico «tem perdido alguma força» devido à «conjuntura económica» e à «retirada das comparticipações do SNS», já o termalismo de bem-estar tem registado «uma boa adesão», até porque «implica menos custos e estadias mais curtas». «A nossa estratégia privilegia precisamente esta nova tendência do termalismo», afirma, considerando contudo que o termalismo clássico e de bem-estar «são áreas complementares». As perspetivas para o futuro são «necessariamente marcadas pela situação económica do país», que, para o diretor do complexo termal, constitui «uma preocupação, mas acima de tudo um desafio». «Temos de transformar as dificuldades em oportunidades, para nos mantermos no setor com estabilidade e sustentabilidade», conclui Paulo Amaral.

Propriedades terapêuticas

A água das Termas do Cró é fracamente mineralizada, hipotermai (23 graus centígrados), com um PH de 8,14 e um caudal de 4,5 a 5 litros por segundo, com reação muito alcalina. É considerada água mineral natural bicarbonatada, carbonatada, fluoretada, sulfúrea sódica, primitiva e de origem profunda. É rica em tiossulfatos, tendo já sido considerada a mais rica das águas termais portuguesas analisadas neste parâmetro. Estas águas estão indicadas para tratamento de problemas músculo-esqueléticos e reumáticos (osteoartrose, nevralgias, ciatalgias, artropatias traumáticas e pós-operatório ortopédico). São também recomendadas para afeções respiratórias (rinite, sinusite, bronquite, faringite, asma brônquica) e para tratar doenças de pele e patologias dermatológicas. Mais informações por telefone (271/589000), através do site www.termasdocro.com.

Qualidade é a imagem de marca das Termas do
        Cró

Sobre o autor

Leave a Reply