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PSP da Covilhã com nova “casa” em 2006

Figueiredo Lopes aprovou também a criação do posto de montanha da GNR nas Penhas da Saúde

A nova esquadra da PSP da Covilhã, que será construída junto à Biblioteca Municipal, estará pronta em 2006. A garantia foi dada na semana passada pelo ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, aquando da abertura do concurso público para a construção do edifício, onde aprovou também a criação do Posto da GNR nas Penhas da Saúde.

As novas instalações dos agentes de segurança estão orçadas em 964 mil euros e terão uma área de construção de 2.057 metros quadrados. O edifício, que será dividido em dois blocos, estará totalmente apetrechado com todas as valências reivindicadas pelos agentes de segurança, como quartos, posto clínico, gabinete médico, ginásio, refeitório e bar, salas de aulas, arrecadações, balneários, garagem, gabinetes modernos e material informático para uma modernização da gestão, já que se prevê ainda o alargamento da área de jurisdição da PSP, inalterável desde 1962. Figueiredo Lopes pôs assim cobro a um processo «que daria um excelente livro de peripécias», constatou o autarca Carlos Pinto, ao relembrar que o mesmo se arrasta desde 1998, altura em que a Câmara da Covilhã cedeu o terreno para a obra. Embora «satisfeito» com a abertura do concurso, o edil aproveitou ainda para reivindicar um novo posto da GNR no Tortosendo, material de desencarceramento, uma auto-escada e a ampliação do quartel dos Bombeiros Voluntários da Covilhã (BVC). Pedidos que só serão levados em conta após o «levantamento» das necessidades das forças de segurança e de protecção e socorro pois «durante os primeiros dois anos de mandato, mais de 90 por cento dos 49 milhões de euros foram canalizados para satisfazer compromissos do passado que nem sequer foram orçamentados», referiu, condenando a gestão do seu antecessor.

Mas, apesar das «dificuldades» orçamentais que o MAI ainda atravessa, Figueiredo Lopes irá disponibilizar aos BVC uma verba de 25 mil euros para que possam adquirir uma viatura de desencarceramento. Equipamento que custará 29 mil euros, pelo que o resto da verba deverá ser angariada pela Associação Humanitária dos Bombeiros. Quanto à auto-escada não há qualquer possibilidade do actual Governo poder adquirir esse equipamento para os BVC por culpa do anterior que fez uma «distribuição irracional» de 36 auto-escadas por todo o país, muitas delas para corporações que não necessitam desse equipamento. Um acto «lamentável» que o actual MAI «ainda está a pagar à banca». A solução passará por acordos de cooperação entre as corporações de bombeiros, para cederem «temporariamente» a outras, os meios que não necessitam. O posto de montanha a criar na Serra da Estrela estará dotado de efectivos preparados para acções de busca e socorro e «não prejudicará» o plano de emergência que Seia reclama, garantiu o ministro.

Liliana Correia

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