Arquivo

Obras nos antigos Paços do Concelho continuam a levantar dúvidas

Álvaro Amaro garante que a sede da CIM só não ficará na Guarda se «as Câmaras do PS não forem favoráveis»

As obras dos antigos Paços do Concelho da Guarda voltaram a ser abordados na última reunião de Câmara, na passada segunda-feira.

O vereador socialista Joaquim Carreira questionou o executivo sobre o destino do edifício caso a CIM Beiras e Serra da Estrela não venha a instalar-se ali como previsto. O presidente da Câmara assumiu não ter um plano B, pois está «convencido que, sejam quais forem as maiorias que resultarem das próximas autárquicas, a Guarda continua a ser a sede da CIM». E, para Álvaro Amaro, isso só não acontecerá «se as Câmaras Municipais PS não forem favoráveis» porque «eu não quero ser presidente (da CIM) desde que a sede fique na Guarda». À margem da reunião do executivo, o edil aproveitou para deixar críticas ao PS por ter tido «a Guarda parada durante 40 anos», acusando os vereadores da oposição de serem «sempre contra o projeto sem o conhecer, são contra tudo aquilo que não conseguiram fazer».

Contudo, Joaquim Carreira fez saber que a questão do projeto para os antigos Paços do Concelho não está esquecida. Os documentos relativos às obras apenas foram facultados na reunião e «ainda não os avaliámos», no entanto o vereador considera que se trata de «um processo mal conduzido», pois «há regras que são para cumprir e não podem atirar-nos areia para os olhos», adiantando que «anteriores autores já entregaram processos na Ordem». Relativamente aos restantes edifícios abandonados e degradados na Praça Velha, os socialistas também quiseram saber quais têm sido os contactos realizados com os proprietários. «Deve ser feito algo que leve à sua recuperação», em vez de estarem tapados com uma tela, disse Joaquim Carreira.

Antes da ordem do dia falou-se ainda da condenação da Câmara, que tem de pagar um milhão de euros à massa insolvente da Gonçalves & Gonçalves por rendas em atraso. Álvaro Amaro anunciou que a autarquia vai recorrer da sentença «até ao limite dos tribunais» e não deixou de responsabilizar o PS pelo sucedido. O contrato previa uma renda de 2 mil euros por mês durante o primeiro ano e depois disso, caso o município não comprasse o espaço, a renda passaria para 25 mil euros mensais. Por isso, o autarca considera que «o anterior executivo tem que se justificar», pois «não pagou nem um cêntimo» entre 2010, data do início do contrato, e 2014, quando o actual executivo cessou o contrato.

Já relativamente à ordem de trabalhos, todos os pontos foram aprovados por unanimidade, entre eles a proposta de atribuição de apoios a associações culturais e desportivas e a candidatura à constituição de uma equipa de sapadores florestais. O executivo deu ainda parecer favorável relativamente ao alargamento da concessão C-70, em Gonçalo, e ao pedido de prospecção e pesquisa de depósitos minerais na Vela (entre o Seixo Amarelo e Gonçalo) e em Aldeia do Bispo.

Ana Eugénia Inácio PS vai analisar documentos de licenciamento das obras na Praça Velha

Sobre o autor

Leave a Reply