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Mozart na Sé da Guarda

Concerto da Orquestra Sinfónica Juvenil no Dia da Cidade

A Orquestra Sinfónica Juvenil toca sábado à noite na Sé da Guarda uma das duas únicas missas acabadas de Wolfgang Amadeus Mozart. A programação das comemorações dos 805 anos da cidade volta a apostar na música erudita e vai proporcionar uma oportunidade única para ouvir a Missa da Coroação Ave Verum, uma pequena obra coral, mas de grande beleza musical, escrita em 1779 pelo grande compositor austríaco (1756-1791).

Mozart, que viveu no Estado papal de Salzburgo, notabilizou-se sobretudo pelas suas óperas, música de câmara, sinfonias e concertos de piano, mas também escreveu diversas peças destinadas à liturgia católica, como o famoso Requiem, a sua última obra-prima. Tendo como patrão um Príncipe-Arcebispo, escreveu também três importantes missas: a Grande Missa em Dó Maior e Coroação, duas obras que os estudiosos referem não ter a gravidade exigida pelo género, ao contrário da Missa em Dó Menor, deixada incompleta. O compositor representa, com Haydn, o auge do estilo clássico vienense do final do século XVIII, sendo mesmo considerado um dos maiores génios de sempre no domínio da criação musical. Uma genialidade interpretada pela Orquestra Sinfónica Juvenil, uma formação constituída por cerca de 90 jovens músicos e solistas. Fundada em 1973, a orquestra tem permitido dar continuidade às carreiras dos intérpretes formados nas principais escolas do país, garantindo-lhes ainda a obtenção de prática orquestral para facilitar o seu posterior ingresso em orquestras profissionais. Nestes 31 anos de existência, a OSJ viu passar pelos seus quadros muitos dos actuais instrumentistas das orquestras portuguesas e tem levado a música erudita a todo o país, incentivando e dando a conhecer ao público muitos jovens solistas. A Orquestra Sinfónica Juvenil tem um repertório com mais de 500 obras sinfónicas, coral-sinfónicas e de câmara abrangendo os séculos XVIII, XIX e XX. Para além dos Maestros-Titulares (Alberto Nunes de 1973-83) e Christopher Bochmann (desde 1984), a OJS foi dirigida por Francisco d’Orey, Jorge Matta, António Saiote, Roberto Perez, Georges Adjinikos, José Palau, Andrew Swinerton, Vasco Azevedo e Julius Michalsky.

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