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Mapa de Arquitectura da Guarda apresentado hoje

Obras, conjuntos e espaços urbanos de reconhecido valor arquitectónico e urbanístico são apontados e caracterizados nesta edição inédita

O Mapa de Arquitectura da Guarda é finalmente apresentado hoje, no átrio da Câmara Municipal, pelas 11h30, em dia comemorativo do 804º aniversário da cidade. Depois do seu lançamento ter estado agendado para Maio passado (como “O Interior” anunciou em Abril), o documento «verdadeiramente inédito» surge agora integrado na colecção “Mapas de Arquitectura de Portugal”, uma iniciativa da editora lisboeta “Argumentum – Edições, Estudos e Realizações”, que contemplará as 18 sedes de distrito. As cartas assinalam e caracterizam obras de arquitectura, conjuntos e espaços urbanos de reconhecido valor arquitectónico e urbanístico, sempre com o apoio e autoria de arquitectos da região.

António Saraiva e Joaquim Carreira foram os escolhidos para coordenar e compilar esta publicação «inédita». A escolha dos profissionais é feita pela editora, que opta sempre por «pessoas residentes e que sejam competentes e conhecedoras da cidade», explica Filipe Jorge, arquitecto e mentor desta iniciativa. Do mesmo modo se processa a selecção das obras contempladas no mapa, cabendo à “Argumentum” a triagem da lista apresentada pelos arquitectos de cada cidade, onde são propostos edifícios – públicos, privados, religiosos ou militares –, conjuntos urbanos – bairros –, e espaços urbanos – jardins e parques. O mapa/guia de arquitectura da Guarda contempla a apresentação e caracterização de cerca de 70 obras de arquitectura e urbanismo «de qualidade», através de uma listagem ordenada cronologicamente em períodos históricos de maior significado. Textos originais de caracterização de conjuntos urbanos acompanhados da sua fotografia aérea complementam uma abordagem sintética da cidade, incluindo ainda uma listagem alfabética dos autores dos projectos e obras referenciadas. O mapa apresenta-se em formato desdobrável (10cm×25cm) contendo uma planta geral da cidade e um enfoque do seu Centro Histórico.

Edifícios como a inegável Sé Catedral, o Registo Civil (antiga CGD), o antigo Cine-Teatro, a Mediateca, a Câmara Municipal, o Complexo das Piscinas Municipais, a Estação da Refer, as bancadas do Estádio Municipal, a Escola Primária Adães Bermudes, o Infantário de S. Miguel ou a futura intervenção Polis, além de algumas recuperações do Centro Histórico e várias habitações unifamiliares e vivendas, estão referenciadas no Mapa de Arquitectura da Guarda. Ou ainda conjuntos e espaços urbanos como o Bairro do Bonfim, o Parque da Saúde, o IPG, os Jardins dos Castelos Velhos e dos Delírios, o Largo da Misericórdia, a Estação Arqueológica do Mileu, entre muitos outros. Para Filipe Jorge trata-se de uma edição «fundamental» na promoção da cidade e da sua cultura arquitectónica, constituindo um instrumento de «grande utilidade» para professores, estudantes, autarcas, escolas, agentes culturais, o grande público e o turismo cultural nacional e internacional, sendo um elemento eficaz para a divulgação da cidade da Guarda no país e no estrangeiro.

O mapa/guia da Guarda terá, como os restantes, uma edição trilingue – Português/Inglês/Espanhol –, um design «rigoroso» e «explícito», apoiado em cartografia, fotografia e textos originais. «É um trabalho de qualidade», considerou Joaquim Carreira a “O Interior” em Abril último, até porque a Guarda «nem postais de jeito tem» e isto apesar de ser um risco, porque vai ser vendido, «pode ser muito importante». Filipe Jorge realça ainda o fácil transporte e manuseamento dos mapas e a sua acessibilidade a qualquer pessoa, uma vez que custam cinco euros. A edição é apoiada pelas Câmaras Municipais, programas Polis, IPPAR e outras entidades locais e nacionais, que vão adquirir alguns exemplares para venderem «onde acharem melhor». Os mapas estarão ainda à venda nas livrarias, quiosques e postos de turismo. O arquitecto entende que estes documentos servirão como «municiador da consciência» sobretudo dos autarcas, que aprovam os projectos, e dos técnicos, que os concebem, porque «temos que ter respeito pelo que temos dos passados e pelo que vamos deixar», alerta.

Rita Lopes

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