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Guarda no mapa da Volta

Milhares de pessoas saíram à rua para aplaudir e ver de perto os ciclistas

«Isto dá vida! E a Guarda fica mais bonita com tanta animação», diz sorridente Graça Sousa, residente na cidade, enquanto se colocava a jeito para ver passar os ciclistas, pois só já faltava um minuto para o vencedor cortar a meta. Uma hora antes, o marido tinha estado a pedalar nas bicicletas, na tenda da EDP, onde ganhou uma t-shirt. «Eu só não andei porque estou de saia», ironiza. Mas havia mais brindes: lenços e bandeiras de todas as marcas e feitios. “Todos na Volta” dizia uma das bandeirolas e, desta vez, a Guarda não foi excepção. Milhares de pessoas saíram à rua para aplaudir e ver de perto os ciclistas.

Ainda não passava das 13 horas, no passado domingo, e já a feira da animação estava montada junto ao Estádio Municipal da Guarda. Muitos camiões, carrinhas de comes e bebes, tendas e vários divertimentos. Na panóplia de ofertas havia bicicletas, insufláveis para os mais pequenos e corridas para gáudio dos graúdos. Os espanhóis, mais experientes nestas andanças, ainda ultimavam alguns pormenores, mas as artérias circundantes já estavam todas fechadas e engalanadas a preceito. Faltava pouco para as 16 horas e estava tudo apostos para ver chegar a Volta. Houve quem trouxesse bancos de casa para descansar enquanto esperaram pelos ciclistas, enquanto outros aproveitaram a tarde e fizeram um piquenique, em plena Avenida Alexandre Herculano, já perto do estádio para não perderem pitada. São aficionados que acompanham a caravana da Volta para todo o lado. Outros ainda vieram de bicicleta e equipados a rigor. Estavam reunidos os ingredientes para uma grande festa: colorida e cheia de gente. «Já não me lembro de quando é que foi a última vez que a Volta passou pela Guarda. Nos outros anos, o mais perto que costuma passar é na Serra da Estrela, não?», interroga-se Maria Afonso, de 57 anos. «Costumo seguir pela televisão, mas ao vivo a festa é mais bonita», acrescenta a guardense e adepta de todo o tipo de desporto, enquanto espreita para o fundo da rua para ver se os ciclistas já lá vêm.

Mas só se avistam os batedores da GNR. Até que: «Lá vêm eles», grita um miúdo ao colo do pai. E todos se encavalitam para bater palmas e encorajar o espanhol David Blanco na última subida para a meta. E o corredor da Comunitat Valenciana foi buscar as últimas forças para subir por ali acima e vencer, isolado, a etapa. «Volta que se preze tem que passar pela cidade mais alta do país», promete o edil guardense, Joaquim Valente, que antes já tinha estado no programa da RTP, em directo da Praça Velha, onde sublinhou as potencialidades da cidade. Por este final de etapa, a Câmara da Guarda pagou à organização da Volta cerca de 50 mil euros. O documento assinado com a João Lagos Sport prevê inícios ou finais de etapa na cidade para os próximos quatro anos.

Patrícia Correia

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