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Greves mantém-se no SEF

Os inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) vão prosseguir com as formas de luta, anunciou segunda-feira o sindicato da classe, que considerou «totalmente inconclusiva» a reunião mantida nesse dia com o secretário de Estado da Administração Interna. Assim, mantêm-se as greves, por tempo indeterminado, às horas extraordinárias e às escoltas aos cidadãos estrangeiros para fora de Portugal (expulsões), iniciadas, respectivamente, a 01 e 10 de Maio. Os cerca de 550 investigadores do SEF protestam contra a falta de pagamento das horas extraordinárias, em atraso desde 2002 e que atingem já os 2,7 milhões de euros, segundo a estrutura sindical. O Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF mantém, também, as paralisações totais agendadas para 27 e 28 de Maio e para 11, 12, 16 e 17 de Junho. Uma greve que poderá provocar complicações no escoamento de passageiros nos aeroportos nacionais, numa altura em que são esperados milhares de turistas em Portugal devido ao Rock in Rio-Lisboa e ao Euro 2004 (12 de Junho a 4 de Julho). Apesar de o Governo ter começado a pagar, no final de Abril, as horas extraordinárias relativas a sábados e domingos, Gonçalo Rodrigues afirmou que não há ainda qualquer previsão para o pagamento do trabalho suplementar relativo aos dias úteis, nem para o pagamento do montante da dívida acumulada desde Janeiro de 2002.

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