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«Governos não têm querido decidir em matérias de saúde na Guarda»

Distrital do PSD culpa sucessivos governos pelo impasse na construção de novo hospital

O presidente da Distrital do PSD da Guarda considera que os últimos governos que o país tem tido são culpados por a cidade ainda não ter um novo hospital. Na semana em que se evoca o centenário do Sanatório Sousa Martins, Álvaro Amaro aguarda com «expectativa» o que o ministro da Saúde virá dizer no sábado. No entanto, a presença de Correia de Campos na cerimónia evocativa ainda não era uma certeza na última terça-feira.

Frisando que «há mais de 12 anos que se discute se a Guarda deve ter um novo hospital ou um hospital novo», o social-democrata considera que os sucessivos Governos não têm tido «capacidade e vontade de decidir e a Guarda tem perdido por isso», critica. «O que o poder central mais gosta é do entretém local e que os guardenses andem ocupados a discutir, muitas vezes, o “sexo dos anjos”. Os Governos não têm querido decidir em matérias de saúde na Guarda», reforça. Para Álvaro Amaro, «tem sido deveras penoso assistir-se a autênticas guerrilhas que, por norma, só ajudam a que os detentores do poder ignorem as reais necessidades e a própria capacidade de afirmação de uma cidade e de um distrito», reclama. Nesse sentido, considera que «em matéria de saúde não há mais tempo para que tantas discordâncias locais nos conduzam a mais adiamentos ou, pior ainda, a mais atrasos». O líder da distrital do PSD salienta que é preciso «mudar as agulhas porque, caso contrário, não se acerta o passo», relembrando que na campanha eleitoral de 1995 «o PS elegeu a saúde como a sua paixão, mas quando há paixão a mais e amor a menos, dá o que dá», lamenta.

Salientando a importância do Hospital da Guarda, a Distrital do PSD associa-se às comemorações dos 100 anos da inauguração do antigo Sanatório Sousa Martins promovendo uma jornada de reflexão sobre saúde no dia 28, que contará com a participação do médico João Correia, «personalidade independente e de reconhecido mérito». Esta iniciativa será aberta a todos os interessados, mesmo de outros partidos políticos, adianta Álvaro Amaro, que aguarda com «natural expectativa» aquilo que Correia de Campos poderá vir a anunciar, isto caso se confirme a sua presença: «Certamente que o ministro da Saúde não virá à Guarda para não dizer nada ou fazer alguma coisa parecida com o passado, aquando da sua outra passagem pelo Governo», afirma, preferindo não antecipar «prognósticos nem decisões». Ainda assim, anseia que o governante traga «boas notícias» em relação ao futuro do Sousa Martins e ao seu programa funcional no âmbito da criação do Centro Hospitalar da Beira Interior. «Espero que o ministro venha pôr uma pedra no assunto e que a Guarda se reveja, por inteiro, no que vier anunciar», insiste, aguardando também que a Guarda «não fique a perder».

Ricardo Cordeiro

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