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Ex-provedor da Misericórdia do Fundão condenado

Familiares foram condenados a penas suspensas e ao pagamento de indemnizações

O Tribunal do Fundão condenou a semana passada o ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia local e mais cinco familiares a penas suspensas de cinco anos e de três anos e seis meses, respetivamente.

A suspensão das penas fica, no entanto, condicionada ao pagamento, no prazo de um ano, de diferentes verbas à SCMF e à União das Misericórdias (UM). No total, ainda que em partes diferentes, os arguidos terão de pagar uma verba global que ultrapassa os 239 mil euros. Manuel Correia, 78 anos, estava a ser julgado desde abril pelos crimes de peculato e falsificação de documentos, juntamente com as três filhas e dois ex-genros, acusados do crime de peculato.

A acusação sustentava que o provedor mandou abrir uma conta paralela à contabilidade da Santa Casa, que durante anos foi usada para transferir verbas para as três filhas e dois ex-genros. Os movimentos eram feitos mensalmente e nos meses de verão e dezembro eram duplicados, como se de ordenados se tratassem. Factos que o tribunal considerou que terem ficado «totalmente provados», através da produção de prova, que foi «extensa, complexa e cheia de incidentes, alguns deles escusados», ressalvou António Gabriel, o juiz presidente do coletivo. Manuel Correia tem de pagar 7.091 euros à União das Misericórdias e 50.524 à SCMF, enquanto Cláudia Correia tem de pagar 27.845 euros à Misericórdia. Ana Paula Correia e o ex-marido Rui Costa, ambos condenados a três anos e seis meses, têm de pagar 12.079, cada um. Por sua vez, Isabel Correia e o ex-marido Mário Almaça têm de pagar 3.508 euros cada.

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