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CDU do Sabugal contesta indexação de esgotos e lixo na factura da água

Assunto deverá voltar a ser abordado na Assembleia Municipal de amanhã

A Coligação Democrática Unitária (CDU) do Sabugal promoveu terça-feira de manhã uma acção de protesto contra os «exagerados» aumentos do preço da água no concelho raiano. Uma situação registada na última factura devido à indexação da taxa de conservação de esgotos e da tarifa da recolha de lixos domésticos ao consumo da água. Segundo João Taborda, dirigente da CDU, esta decisão está a causar um «grave problema social» no concelho, pois os consumidores estão a deparar-se com aumentos «exorbitantes» e que constituem um «verdadeiro atentado aos seus direitos», apesar do serviço «ser o mesmo e nem sempre com a qualidade que deveria ter».

O assunto deverá ser abordado na Assembleia Municipal de amanhã, após a CDU ter solicitado o seu agendamento com a intenção de conseguir a revisão de decisões que consideram «verdadeiramente lesivas» da população sabugalense. «A Câmara Municipal, de maioria PSD, ignora que estes aumentos brutais do preço da água, saneamento e dos lixos, é tanto mais grave quando confrontado com as crescentes dificuldades económicas das famílias decorrentes da perda do poder de compra, especialmente das camadas mais idosas», acrescenta um comunicado da CDU, que exige a alteração da indexação dos esgotos e do lixo ao consumo da água. Um cenário pouco provável, porque esta tem sido a prática comum a todos os municípios servidos pela empresa multimunicipal Águas do Zêzere e Côa (AZC), concessionária do abastecimento de água, do tratamento de esgotos e da recolha de resíduos sólidos urbanos em treze municípios da Beira Interior. Confrontado com estes protestos, o autarca sabugalense António Morgado frisa que «não houve qualquer aumento da factura da água», mas antes a «aplicação» de taxas e tarifas no que toca aos lixos e saneamento básico. «Seguindo o princípio do utilizador e do poluidor pagador, a Câmara teve que tomar a atitude de procurar arranjar receitas, não na totalidade, mas em parte, para o pagamento que estamos a fazer à Águas do Zêzere e Côa», explica. De resto, lembra que o assunto ficou decidido em reunião de Câmara e na Assembleia Municipal, «onde a CDU também tem representação», pelo que tem que «aceitar democraticamente o resultado da votação» que esteve na base da aprovação. Mas António Morgado adianta ter ficado decidido que a autarquia estaria disposta «a reanalisar o assunto» assim que tiver os elementos que «permitam uma melhor justiça para com os munícipes», diz, acrescentando não entender a «reacção» da CDU.

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