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Catarina Santos vence Prémio Pinto Peixoto

Jovem estudante está a frequentar curso de jornalismo em Coimbra

Uma jovem estudante de Coimbra, que concluiu o ensino secundário com a média de 20 valores, é a vencedora do prémio nacional José Pinto Peixoto. O prémio pecuniário de 1.000 euros foi entregue segunda-feira na Miuzela do Côa (Almeida) pela Associação Casa de Cultura Professor Doutor José Pinto Peixoto a Catarina Prelhaz dos Santos, aluna do Colégio Rainha Santa Isabel no ano lectivo 2002-2003. A estudante obteve igualmente a classificação final de 20 valores em Português, outro dos parâmetros para apuramento pelo júri da vencedora.

A vencedora está actualmente a frequentar o curso de jornalismo na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, mas fez um estudo sobre Pinto Peixoto, enquanto cientista na área da meteorologia e hidrologia do planeta. O prémio, no valor de mil euros, foi entregue pelo antigo Segundo Comandante-Geral da GNR Major General Monteiro Valente, na terra natal de Pinto Peixoto, que morreu em Dezembro de 1996. A iniciativa, patrocinada pelo Governo Civil da Guarda, constitui «uma forma de homenagear uma das figuras mais proeminentes da ciência portuguesa, co-fundador do Instituto de Meteorologia Nacional, pedagogo insigne, defensor da língua e cultura portuguesas», recordou António Mendes, adjunto do Governador. «É cada vez mais evidente que precisamos dos melhores para vencermos e conseguirmos alterar mentalidades e procedimentos de um actual facilitismo que nada nos traz de bom», acrescentou num apelo à «participação dos cidadãos na cidadania». Sobre a galardoada com o prémio Pinto Peixoto disse ser uma estudante que «se notabilizou no seu percurso académico, demonstrando capacidade acima da média e que poderá um dia utilizar essas capacidades para o bem comum, fazendo da nossa sociedade uma sociedade melhor».

O ex-Segundo Comandante Geral da GNR, Monteiro Valente, realçou, por seu turno, a importância regional e nacional nas áreas cultural e científica da Casa de Cultura Dr. José Pinto Peixoto, que definiu como «um espaço aberto aos jovens que devem ter no seu patrono um exemplo de determinação e de tenacidade, um espaço de participação cívica». Recordou ainda que Pinto Peixoto foi um «cidadão e cientista exemplar, humanista desinteressado, professor e formador de valor inquestionável, cultor e defensor da língua portuguesa, um homem simples, natural, discreto como todos os homens grandes o são». Ao receber o prémio, Catarina Santos apelou ao estudo desta personalidade, lamentando que a obra de Pinto Peixoto “não seja conhecida” no país. Opinião idêntica tem Natércia Ruivo, da Câmara de Almeida, ao lembrar que Pinto Peixoto foi um dos «notáveis que na Expo Sevilha ombreou no Pavilhão de Portugal ao lado dos nomes de Camões, Eduardo Lourenço e do médico e Prémio Nobel, Egas Moniz».

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