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As portagens têm que ter um fim

Crónica Política

Não podemos ter memória curta. O PCP foi o único partido político que sempre apoiou a luta das populações contra as portagens nas SCUT que entretanto foram “batizadas” de autoestradas. Mais, quando o governo demagogicamente anunciou a aplicação de 15% de desconto a todos os veículos que circulem nas antigas vias sem custos para o utilizador (SCUT) não foi mais que escamotear uma solução de fundo para servir as regiões localizadas no interior do país.

Mais uma vez o PCP mobilizou e apresentou medidas para a abolição das portagens. Não podemos esquecer também as várias ações das Uniões de Sindicatos da CGTP-IN e da Comissão de Utentes da A25, da A23 e da A24 como desiderato para o fim das portagens como única alternativa para a nossa região. A luta dos trabalhadores e das populações e seus representantes foi sempre num único sentido, a luta contra as portagens. Não se circunscreveu apenas no período do governo PSD/CDS-Passos Coelho e Portas, mas também ao governo PS/Sócrates, tendo em conta que este teve a responsabilidade na aceitação das propostas do PSD pela introdução das portagens. O PSD sempre defendeu o princípio do utilizador-pagador não apenas nas autoestradas, mas também na saúde e outras áreas.

Pena é que o governo do PS/Costa tente iludir as populações e muitos autarcas prometendo que haverá outro caminho para resolver o problema. É pura mentira! O caminho é só um, o da abolição efetiva das portagens na A23, A24 e A25. O Governo, para servir os interesses das populações do interior, tem que ouvir, mas sobretudo implementar medidas de discriminação positiva para o Interior e para todos, não apenas para as empresas esquecendo os cidadãos.

A Comissão de Utentes e as Uniões dos Sindicatos/CGTP-IN mantêm a sua posição pelo fim das portagens e estão sempre disponíveis para formas de luta, mas também para uma convergência de posições com outras instituições. A verdade é que contará com o apoio do PCP não apenas pela via institucional, mas também de mobilização das massas. O governo do PS até pode fazer um frete às plataformas, que de forma encapotada não querem mexer no problema criado pelo PS/PSD/CDS. Estranhamente mantém-se o silêncio dos responsáveis políticos da CIM Beiras e Serra da Estrela, o que para mim não é nada de estranho, pois são os mesmos que entravam a necessária Regionalização.

Por: Honorato Robalo

* Membro do executivo da Direção da Organização Regional da Guarda do PCP

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