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Artur Lobão é o novo diretor técnico regional da AFG

Ex-treinador do Sporting da Mêda substitui Carlos Sacadura no cargo

Artur Lobão foi apresentado a semana passada como novo diretor técnico regional da Associação de Futebol da Guarda. Aos 36 anos, o treinador, que orientou o Sporting da Mêda nas últimas três épocas e meia, regressa, assim, a uma instituição onde já trabalhou como técnico. Da antiga equipa técnica, que era liderada por Carlos Sacadura, apenas se mantém Cobra como treinador de guarda-redes, sendo as outras novidades Pedro Ribeiro no futebol de onze, Paulo Alves no futsal e Elisabete Carvalho no futebol feminino.

Andrade Poço explica que a alteração na coordenação técnica do futebol distrital se ficou a dever a um «novo ciclo» que a direção da AFG entendeu justificar-se no início da nova época desportiva que começou no passado dia 1. O presidente da Associação de Futebol manifestou o seu «agradecimento» pelo «trabalho desenvolvido» por Carlos Sacadura ao longo dos anos que trabalhou no organismo. No entanto, o líder do futebol distrital não esconde que «ao longo do tempo» houve «algumas questões com que não concordámos totalmente». De resto, o facto de o anterior diretor técnico regional não ter marcado presença no torneio inter-associações feminino que se realizou em Castelo Branco, em março, foi uma das situações que, «de algum modo», levou à rutura, até porque «quando chegámos a acordo era para ele coordenar tudo e não excluir nada». Quanto à constituição do novo gabinete técnico, Poço realça que foram feitas escolhas «criteriosas» e que Artur Lobão é um homem «que já conhece a casa», por já ter trabalho na AFG, embora apenas com funções de treinador entre 2007 e 2009, e que reúne os requisitos para ocupar o cargo». Em relação a objetivos, o presidente da AFG salientou que foi pedido «essencialmente trabalho e dedicação porque se os houver com certeza que os resultados depois aparecem», perspetivando «boas representações» das diversas seleções distritais que irão participar em diferentes torneios: «Temos consciência que não temos a dimensão de outras associações mas também de que nos temos intrometido nos torneios inter-associações no meio de associações que poderemos considerar mais poderosas em todos os campos», frisou o responsável.

Quanto ao novo diretor técnico regional, encara o novo desafio com «bastante expectativa e vontade», mostrando-se confiante de que a equipa técnica por si liderada «vai dar bastantes garantias à AFG». O primeiro teste para Artur Lobão vai ser o torneio de futsal feminino de sub-21 que vai decorrer entre 1 a 3 de novembro, seguindo-se a Taça das Regiões de futebol sénior masculino, em que podem ser selecionados jogadores dos 18 aos 38 anos que nunca tenham sido profissionais, e que se vai desenrolar entre os dias 8 e 10 do mesmo mês. Andrade Poço anunciou que a AFG se vai candidatar à organização da respetiva fase zonal dos dois torneios.

IIª Divisão Distrital pode acabar

A 31 de agosto deverá ter lugar uma Assembleia-geral da AFG onde será ratificada, ou não, uma proposta apresentada pelo Guarda Unida Desportiva numa outra reunião de clubes realizada em abril e que prevê a extinção da IIª Divisão Distrital de seniores para passar a haver apenas um campeonato, à partida, repartido por duas séries. Andrade Poço especificou que houve uma Assembleia Geral «pouco concorrida» em que os clubes presentes decidiram «por maioria» que os campeonatos distritais seniores na época 2014/2015 passariam a ser disputados em apenas duas séries de Iª Divisão, uma decisão que «não poderia ser tomada, assim, de ânimo leve porque havia necessidade de alterar o regulamento». De resto, o presidente fez questão de esclarecer que os corpos sociais da AFG não têm direito a voto nas Assembleias Gerais, que «como presidente da AFG» tem que concordar com o que a maioria dos clubes aprove, mas «pessoalmente» discorda da medida. À margem da conferência de imprensa de apresentação de Artur Lobão, o responsável considerou «extremamente negativo haver apenas uma divisão distrital», daí salientar que «não foi o presidente da AFG que propôs, nem sequer estimulou fosse, quem fosse no sentido de que essa proposta fosse apresentada».

Ricardo Cordeiro Artur Lobão, segundo à esquerda, encara o novo desafio com «bastante expectativa»

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