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Aquilo Teatro, a mudar o panorama cultural desde 1982

Atelier de Expressão Dramática é atualmente uma das iniciativas com maior adesão

Partiu da poesia, para se transformar noutras linguagens artísticas. Partiu de jovens que queriam, de alguma forma, mudar o rumo da cidade. O Aquilo Teatro “instalou-se” na Guarda em 1982, para preencher uma lacuna na realidade cultural que era praticamente inexistente.

A cooperativa «foi um verdadeiro balão de oxigénio na vida da cidade pelo seu arrojo e irreverência, pela sua determinação e vontade de alterar mentalidades», lembra o atual presidente da direção, Luís Soares. Sedeado no Largo do Torreão, o Aquilo assume-se hoje como «um espaço aberto à comunidade», onde teatro, música, artes visuais e multimédia se misturam em diferentes processos criativos. As produções originais e o atelier de expressão dramática são alguns dos projetos com maior destaque. Neste último caso, trata-se de uma formação de longa duração que, de acordo com Luís Soares, tem tido «forte adesão», desde crianças, a jovens e a mais velhos. Esta iniciativa está em pleno acordo com um dos grandes objetivos desta cooperativa de teatro: «Canalizar o tempo livre dos jovens e adultos para atividades criativas de serviço à comunidade». Este fim-de-semana, realiza-se um Ateliê de Figurinos para Teatro orientado por Rosa Martins.

E, para o próximo mês, estão agendas atividades como um “workshop” de Jogos e Dinâmicas, destinado aos mais idosos, e uma “jam session” com o intuito de promover «um intercâmbio artístico» entre os apreciadores de música. Os artistas do Aquilo estão também a preparar uma nova produção teatral original, que não está concluída devido a «dificuldades económicas», adianta o responsável. Luís Soares reconhece que a falta de recursos financeiros é um dos maiores constrangimentos da cooperativa. «É difícil arranjar apoios na nossa região. O mecenato quase não existe, o que faz com que os subsídios assumam um peso excessivo na vida de um grupo como o nosso», esclarece o presidente. À falta de apoios do setor privado, acresce outro problema: «Os apoios da Câmara da Guarda são vitais, mas acontece que ainda não recebemos as quantias relativas a 2009, 2010 e 2011, o que faz com que o funcionamento do próprio grupo fique em causa», lamenta.

Apesar de entender que «as circunstâncias não são as mais favoráveis», Luís Soares defende que a autarquia deveria reconhecer «o verdadeiro serviço público que o Aquilo fez e continuará a fazer». «Neste momento precisamos urgentemente de verbas para continuar a marcar de forma afirmativa a cultura na cidade», avisa o dirigente.

O teatro é apenas uma das linguagens artísticas que a cooperativa explora

Aquilo Teatro, a mudar o panorama cultural desde 1982

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