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A grande curtição carnavalesca da Guarda

Milhares viram o espetáculo do Julgamento e Morte do Galo do Entrudo na noite de segunda-feira

O «acidental conviva» que «nunca mais ninguém quis», «o amigo cativo do Primeiro da Nação», o povo «resistente», os militantes “laranjas” «que não se conseguem organizar», mas também os desempregados e os empresários da cidade foram alguns dos beneficiários do testamento do galo do Entrudo, julgado e queimado na Praça Velha na noite de segunda-feira.

Perante milhares de testemunhas, a última vontade do galináceo culpado de todos os males da Guarda em 2010 também não deixou de fora os jornais da cidade – aos quais pediu para levantarem «o cu das cadeiras» e «irem para o meio da sujidade» – e «um santinho», a quem legou um esporão para «iluminar os que vendem ilusões». Já o coração ficou para «o pavão que se mandou para a caixa de previdência». Distribuídas as partes desta ave de capoeira, acendeu-se a fogueira que havia de expurgar os nossos infortúnios e depressa transformou o malvado de crista levantada num tição. Morto o galo, começou a «grande curtição» dos guardenses, cujos ânimos foram retemperados com uma boa canja e vinho.

O Carnaval é assim desde 2001 na Guarda com um espetáculo com muita sátira e humor que envolveu cerca de 450 atores, figurantes e músicos de coletividades do concelho e para o qual até S. Pedro contribuiu com uma noite amena. «Foi o Julgamento que teve mais espetadores. Houve a adesão espontânea dos guardenses e dos habitantes de toda a região, porque este espetáculo tornou-se numa manifestação de caráter popular aglutinadora de toda a região. É sinal que está a crescer de dia para dia e é preciso investir nele sem reservas», disse Américo Rodrigues, diretor da Culturguarda, no final. Por sua vez, o presidente Joaquim Valente sublinhou que os 83 mil euros gastos foram bem empregues, pois o Julgamento «deve ser encarado como um investimento na divulgação da cidade». A autoria dos textos foi de António Godinho e Daniel Rocha, tendo o galo sido idealizado por Agostinho da Silva. A música foi de B. Riddim e do elenco fizeram parte Fátima Freitas, Carlos Gil, Sá Rodrigues, José Pereira, Anabela Alexandre, Carlos Morgado, Anabela Chagas, Carla Morgado, Pedro Sousa, Elisabete Fernandes e Ronaldo Fonseca. Américo Rodrigues deu voz ao Galo e a soprano Helena Neves interpretou uma ária da ópera “Gianni Schicchi”, de Puccini.

Covilhã brincou ao “Carnaval da Neve”

O “Carnaval da Neve” prolongou-se de quinta a terça-feira e contou com diversas atividades. Da neve às noites animadas – da qual se destaca a de Fernando Alvim (na quinta) – as crianças foram, como sempre, as personagens principais. A tarde sexta foi, assim, dedicada ao tradicional desfile escolar pelas ruas da cidade.

Milhares no corso de Vila Franca das Naves

Há quem diga que, por cá, não há Carnaval como este. O corso mais antigo do distrito da Guarda voltou a atrair milhares de espetadores que puderam constatar que, em Vila Franca das Naves, a crise serve-se condimentada. Houve sátira política e social distribuída por 33 carros alegóricos e apimentada pela malandrice de cerca de 600 participantes. Matéria não faltou. Do lar que nunca mais chega, ao FMI que pode chegar a qualquer momento e apanhar Sócrates com as “calças na mão”, sem esquecer o aumento do IVA e do preço dos combustíveis, tudo serviu para brincar porque no Carnaval ninguém leva a mal e a ironia ainda paga imposto. Mesmo se os alvos principais são os políticos, à custa de quem o povo ri a bom rir por um dia.

Desfile da E.B 1 dá cor às ruas da Estação

Foi mais um desfile a dar cor às ruas da cidade. Por um dia, as crianças da Escola E.B 1 da Estação puderam ser personagens de desenhos animados ou figuras clássicas de livros infantis. As ruas da Guarda-Gare ganharam outra vida à passagem barulhenta de zorros, homens-aranha, bruxas, palhaços, príncipes e princesas em mais uma época de Carnaval.

Desfile na Póvoa do Mileu

Cor, animação e imaginação não faltaram no desfile de Carnaval das crianças que frequentam o Jardim de Infância e a Escola do primeiro ciclo da Póvoa do Mileu, na passada sexta-feira. Desde noivos, duendes a “homens-aranha”, houve de tudo um pouco neste cortejo que animou as principais ruas daquela zona da cidade da Guarda.

Crianças desfilaram em Pinhel

Mais de mil crianças e jovens de todos os estabelecimentos de ensino do concelho participaram no desfile alegórico que abriu a última Feira das Tradições, em Pinhel. O tema era a vinha e o vinho e os mais pequenos revelaram muita criatividade.

As florestas em destaque em Figueira

As preocupações ambientais marcaram o corso de Figueira de Castelo Rodrigo na sexta-feira. E nem a neve desmotivou as dezenas de crianças, que desfilaram com fatos e máscaras feitas com materiais reutilizáveis. Tudo em defesa da biodiversidade e das florestas. O cortejo foi organizado pelo Agrupamento de Escolas local, com a participação da Fundação D. Ana e do jardim-de-infância de Escalhão.

Veja a reportagem em www.ointerior.tv

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